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quinta-feira, 14 de março de 2013

Habemus Papam


«Annuntio vobis gaudium magnum;
habemus Papam:
Eminentissimum ac Reverendissimum Dominum,
Dominum Georgium Marium
Sanctae Romanae Ecclesiae Cardinalem Bergoglio
qui sibi nomen imposuit Franciscum.»

Foi por estas palavras que aguardávamos desde o dia 11 de Fevereiro, data em que Bento XVI anunciou a sua renúncia. E o dia tão esperado chegou. Eu diria que já se espera que assistíssemos a um conclave rápido. 
O 115 cardeais eleitores celebram a missa « Pro Eligendo Romano Pontífice» na manhã de Terça feira, dia 12. A Eucaristia foi presidida pelo decano do Colégio Cardinalício, D. Ângelo Sodano. Tenho que dizer que a homilia me surpreendeu. Gostei do que ouvi. Agradeceu a Deus o pontificado de Bento XVI, falou da mensagem do Amor que «impele os Pastores da Igreja a realizar a sua missão de serviço aos homens de todos os tempos», da unidade eclesial que deve unir o Povo de Deus e por último da missão do Sumo Pontífice. Terminada a Missa, os cardeais retiraram-se e pela tarde dirigiram-se em procissão para a Capela Sistina, onde  ordem de "Extra omnes" deram início ao Conclave para eleger o novo sucessor de Pedro.Ao final da tarde fumo preto saiu da Capela Sistina. 
Na manhã seguinte voltaram aos escrutínios. Após duas votações de novo fumo negro na praça de São Pedro. Mas seria durante a tarde, que a alegria e a festa se instalariam no Vaticano. Pelas 18h06 (hora de Lisboa) sairia fumo branco e os sinos tocariam festivamente, anunciando que estava escolhido o novo Bispo de Roma. A partir daqui em todo o mundo viveu-se um clima de muita ansiedade. Muitas unhas ruídas certamente. Eu não fui excepção. Não larguei a televisão. Agradeci ao Senhor por termos de novo um Pastor que certamente foi escolhido segundo os seus desígnios. Mas só passado uma hora, ás 19h12 (hora de Lisboa) é que o Cardeal Protodiácono Jean-Louis Tauran anunciou ao Povo de Deus o nome do  Papa. Aí foi a "explosão" de alegria na praça de São Pedro. Um Papa Argentino, de 76 anos, que adoptou pela primeira vez o nome papal de Francisco. 
Papa Francisco
Eleição: 13/03/13
Jorge Mario Bergoglio, jesuíta, até ontem arcebispo de Buenos Aires, foi escolhido por Deus para ser o Bispo vestido de branco. Confesso que não conhecia este cardeal. Como não estava nos mais falados, acabou por me passar despercebido. Mas a primeira impressão foi muito boa. Um ar humilde, sorridente, despreocupado de formalismos e protocolos. «os meus irmãos Cardeais foram buscar-me quase ao fim do mundo… Eis-me aqui!» foi assim que se apresentou. Pediu a nós, cristãos, para rezarmos por ele. Fez-se silêncio e o Papa Francisco inclinou-se perante o Povo orando. 
Expectativas? Estou apreensivo. Ansioso. Por um lado sinto que é uma lufada de ar fresco para a Igreja. Um Papa com vida, simples, preocupado com os que sofrem. Penso que vai apresentar uma Igreja mais activa, com algumas modificações. Tenho confiança neste novo Papa. Mas não escondo que tenho medo de algumas decisões que possa tomar, mas tenho a certeza que fará sempre a vontade do Pai. Dias difíceis se avizinham. Dificuldades. Barreiras. Problemas por resolver. Mas rezemos pelo Papa. E por enquanto vamos vivendo na alegria de: "Habemus Papam".

Habemus Papam: Francisco.

quinta-feira, 7 de março de 2013

A Resposta

Um destas noites em que tinha algumas preocupações que se prendiam com o dia seguinte, decidi pegar na Bíblia e ler algumas passagens. Penso que o primeiro pensamento foi para ver se me dava sono, mas depois julgo que foi à procura de respostas que me acalmassem. Comecei em Mateus 1.
Depois de algumas páginas lidas, cheguei ao capítulo 6. Foi precisamente aí que encontrei a resposta ao que necessitava. A certa altura, Jesus fala da confiança que devemos ter na providência divina. A partir do versículo 25 Jesus faz-nos o convite de nos entregarmos com total confiança ao Pai Celeste, confiança esta que deve exprimir-se e alimentar-se na oração quotidiana. Em primeiro lugar aprendi que não me devo inquietar com a minha vida, nem com o que comer ou vestir. Mas porque me preocupo com o que comer ou beber? Jesus responde magnificamente: « Olhai as aves do céu: não semeiam, nem ceifam, nem recolhem em celeiros e o vosso Pai Celeste alimenta-as. Não valeis vós mais do que elas?» (Mt 6, 26) Mas porque me preocupar com o que vestir?  «Olhai como crescem os Lírios do campo: não trabalham nem fiam (...) se Deus veste assim a erva do campo (...) como não fará mais por vós?» (Mt 6, 28.30). Muitos me fizeram pensam estas interrogações retóricas de Jesus.
«Trazia-o nos meus braços, segurava-o com laços de Amor»
Mas foi uns versículos mais à frente que encontrei a "fórmula" para uma noite descansada:  «Não vos preocupeis, portanto com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã já terá as suas preocupações. Basta a cada dia o seu problema». (Mt 6, 34)Não me lembro de alguma vez ter escutado tal Palavra, mas sem dúvida que aprendi uma grande lição naquela que se previa uma noite de insónia. Depois de ler e meditar nesta palavra dormi tranquilamente, porque tive a certeza que as inquietações não me levariam a lado nenhum, e Jesus iria fazer o melhor por mim, como acabou por fazer no dia seguinte. 
Esta vivência foi mais um "empurrão" para a minha conversão. Mais um passo nesta caminha quaresmal. Mais uma prova do amor que Jesus me tem. Mais uma peça no "puzzle" da minha Fé. Mais uma forma de cessar as minha dúvida e sentir a alegria que é ser filho de Deus. Experimentei novamente a presença terna do Senhor, senti que Ele me trazia nos braços, cuidava de mim, segurava-me com laços humanos, com laços de amor. (Os 11,3-4).  Foi nesta noite também que percebi que Ele tem sempre a resposta.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

O verdadeiro Jejum

O verdadeiro Jejum: Estar próximo dos Outros
Enquanto passava os olhos  pela liturgia desta Sexta-Feira deparei-me com  uma leitura do Livro de Isaías que não tinha escutado e que me deixou estarrecido. Lá estava grande parte da minha vida, do meu quotidiano, das  minhas vivências. O profeta cita «o Senhor Deus» que disse «faz ver ao meu povo as suas faltas e à casa de Jacob os seus pecados». Lembra-te dos teus pecados, das tuas faltas que de Mim te afastam e não te deixam viver plenamente, pensava eu no meu íntimo. 
De seguida é que aparece o que me saltou logo à vista: «Todos os dias Me procuram e desejam conhecer os meus caminhos (...) querem que Deus esteja perto de si e exclamam: ‘De que nos serve jejuar, se não Vos importais com isso? De que nos serve fazer penitência, se não prestais atenção?’» (Is 58,2). É tudo o que eu penso tantos dias, tantas horas. Naqueles minutos em que tudo parece não ter sentido, em que não encontro a Luz, em que a fé esmorece. Mas logo de seguida o Senhor Deus responde: «Porque nos dias de jejum correis para os vossos negócios e oprimis todos os vossos servos. Jejuais, sim, mas no meio de contendas e discussões e dando punhadas sem piedade. Não são jejuns como os que fazeis agora que farão ouvir no alto a vossa voz. Será este o jejum que Me agrada no dia em que o homem se mortifica?»(Is 58,3). Mais uma verdade que eu vejo na minha vida, tanta vez que eu apenas me preocupo comigo, sou totalmente egoísta  coloco-me à frente dos outros acabando por os oprimir. Tantas vezes que eu sou tão pecador. E como disse no texto anterior, infelizmente os jejuns e abstinências quaresmais passam na minha vida tanta vez como mera tradição, o verdadeiro sentido não vai para além de uma posta de peixe. Estes não são os jejuns e penitências que agradam ao Senhor. 
«O jejum que Me agrada não será antes este: quebrar as cadeias injustas, desatar os laços da servidão, pôr em liberdade os oprimidos, destruir todos os jugos, (...) repartir o teu pão com o faminto, dar pousada aos pobres sem abrigo, levar roupa aos que não têm que vestir e não voltar as costas ao teu semelhante? (...) (Is 58, 6) Aqui a mensagem é bem explícita. O que agrada ao Senhor é a missão de cada cristão. Estar junto dos que sofrem, desprender-me de mim e dar-me aos outros, Amar verdadeiramente cada um daqueles que me rodeiam, dar uma palavra de esperança, ajudar os que mais precisam, deixar o meu egocentrismo e entregar-me a Deus e a cada irmão. Este é o jejum, a penitência que o Senhor quer que eu faça. E, se conseguir fazer isto ao chamar «o Senhor responderá; se O invocar, dir-te-á: ‘Estou aqui’» (Is 58, 10). É um caminho difícil, mas Deus não me pede que seja perfeito, pede-me que sirva como souber. Que durante esta Quaresma tenha a capacidade de perceber o verdadeiro sentido de jejuar, da penitência que o Senhor quer que eu faça. Através da oração irei conseguir superar o afastamento, a falta de fé que por vezes surge na minha vida. Ajuda-me Senhor a caminhar neste tempo para o Teu encontro. 

Deixo aqui a passagem para poderdes consultar na íntegra: Is 58, 1-10

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Noite na companhia do profeta Daniel

Durante a noite não conseguia dormir e farto de tantas voltas e reviravoltas na cama e de passar em revista o meu dia e vários aspectos da minha vida decidi pegar na Bíblia e abrir "sem destino". Queria apenas descobrir a Palavra que o Senhor tinha para mim naquela madrugada.   Calhou-me Daniel, capitulo 9. A partir do versículo 4, o profeta faz ma confissão ao Senhor Deus: «Ah! Senhor, Deus gran­de e temí­vel, que és fiel à Aliança e que man­téns o teu favor para com os que te amam e guardam os teus manda­men­tos. Todos nós pecámos, pre­va­ricámos, praticámos a ini­quidade, fo­mos revoltosos, afastámo-nos dos teus mandamentos e das tuas leis. Não escutámos os teus servos, os profetas, que falaram em teu nome aos nossos reis, aos nossos chefes, aos nossos pais e a todo o povo da nação.Para ti, Senhor, a justiça; para nós, a infâmia, como é hoje para as gentes de Judá, para os habitantes de Jerusalém e para todo o Israel, para aqueles que estão perto e aqueles que estão longe, em todos os países por onde os espalhaste, em conse­quên­cia das iniquidades que come­te­ram contra ti. Sim, ó Se­nhor, para nós a vergonha, para os nossos reis, para os nossos chefes, para os nossos pais, porque pecámos contra ti.No Senhor, nosso Deus, há misericórdia e perdão, pois nos revol­tá-­mos contra Ele. Recusámos escu­tar a voz do Senhor, nosso Deus; não seguimos as leis que nos propunha pela boca dos seus servos, os pro­fetas.» (Dn 9, 4-10)
A cada palavra que lia podia rever-me na boca do profeta. Eu sou pecador, prevaricador, falto à aliança estabelecida com o meu Salvador e Criador, não cumpro os mandamentos que me foram dados a conhecer, não sou fiel...Esta minha vida que levo envergonha-me. Vivo cheio de injustiça, culpa, maldade, ódio, pecado, de tudo o que me leva a afastar do Deus meu Pai. Quando reconheço a minha culpa caio de novo no "charco" do pecado, da zombaria do mundo. 
Perdoa-me Senhor, só Tu me conheces como ninguém. Só Tu sabes o quanto sou fácil de dominar pelo demónio. Eu como Daniel creio que em Ti «há misericórdia e perdão». Eu, tal como o Povo de Israel é que me recuo a «escutar a voz do Senhor, nosso Deus». Perdoa-me Senhor. Perdoa-me porque não estou a ser capaz de ser um cristão verdadeiro.
«Senhor, ouve! Se­nhor, perdoa! Se­nhor, presta aten­ção! Actua! Pelo teu bom nome, ó meu Deus, não tar­des, porque foi o teu nome que foi dado à tua cidade e ao teu povo.» (Dn 9, 19). Hoje eu te clamo como Daniel. Ouve-me, presta-me atenção, perdoa-me Senhor Jesus. Actua. Actua em Mim. Ajuda-me a ser fiel ao meu baptismo e à vocação a que me chamas primeiramente, a de ser um bom cristão. Senhor Jesus dá-me a força que necessito para continuar a caminhar.