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domingo, 24 de março de 2013

A semana Maior

A correr foi como passou esta Quaresma. Ainda à tão pouco tempo celebramos o nascimento e hoje já estamos a celebrar a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Tenho que partilhar que senti que este ano o tempo quaresmal passou mesmo a voar. Não é que não sentisse o espírito a que este tempo convida, mas sinto que não vivi como devia ter vivido, não dei grande parte de mim como devia ter feito.
Como já escrevi aqui, nos últimos dia tenho sentido  verdadeiramente o Amor de Jesus. Tenho a certeza que Ele está sempre ao meu lado.  Tenho tudo para estar no caminho certo, mas agora, um erro do passado teima em perseguir-me e assaltar a menta muitas vezes ao longo do dia e da noite. Confio verdadeiramente no Senhor, que Ele vai ajuda a superar este erro, mas o receio permanece. Custa-me viver com este deslize, não me sinto bem. No coração sinto um aperto, sinto a dor. A dor do pecado. Da fragilidade. Custa-me estar a viver com isto, mas tenho a certeza que com a ajuda do Senhor irei conseguir ultrapassar mais esta barreira. 
«Humilhou-Se a Si próprio;
por isso Deus O exaltou»
Mas voltando à Quaresma, que este ano voou, sinto que a vivi de forma diferente. Não tão intensa como pensei inicialmente, mas profunda. Muito ficou para fazer, para dizer, para viver. A quaresma passou. A Semana maior chegou. Ainda tenho muito para viver, para descobrir, para conhecer e para sentir. Nesta semana não quero saber de relógios, vou tentar andar o mais livre de compromissos possível. Quero viver verdadeiramente esta Semana Santa. Participar em todas as celebrações do Tríduo. Dedicar grande parte dos meus dias à oração e a Jesus. Quero viver intensamente e com o coração a semana maior. Quero sentir no meu íntimo as celebrações dos mistérios da Salvação. Quero o meu coração aberto para a escuta daquilo que Deus me tem para dizer.
 Que nestes dias de Semana Santa viva verdadeiramente com o coração. Quero reconhecer a minha condição de pecador no lava-pés, sentir a Eucaristia como centro da minha vida, sentir que foi Mim que Ele se entregou na Cruz, sentir que Ele ressuscitou, está vivo e nunca me abandona. 

domingo, 9 de setembro de 2012

Voltas trocadas

      Hoje decidi mudar de ares e ir até à missa a outra Igreja que não a da minha Paróquia. Pensei em ir até a uma Igreja onde normalmente o celebrante é uma sacerdote novo, com quem costumo falar com regularidade, simpático, com homilias sempre fortes e tocantes e como é um "padre porreiro" gosto de o ouvir. E lá vou eu feliz e contente. Quando se iniciava o cortejo de entrada reparei que o não era o meu "amigo" a presidir. Não vou mentir, fiquei desanimado... Mais alguns kilometros percorridos, alteração da rotina, para nada, pensei eu..."Oh Senhor trocaste-me as voltas...Vim até aqui para ouvir o meu amigo e afinal quem vai celebrar é um padre que nem conheço" dizia eu no meu íntimo para Jesus.
Uma grande lição que hoje tive. Obrigado Senhor.
      Mas a troca não foi apenas o início do trabalho realizado por Jesus. Quando começo a ouvir a Carta de São Tiago fez-me pensar em tudo o que tinha feito. «A fé em Nosso Senhor Jesus Cristo não deve admitir acepção de pessoas». começa a 2ª leitura deste Domingo. E eu pensei, grande lição que o Ele te está a dar. Vieste até aqui para ouvir um padre e afinal "calhou-te outro". Para quê? O Senhor é o mesmo, a Eucaristia é a mesma...Qualquer um deles fala em nome de Jesus, foi por isso que receberam o sacramento da ordem. Não devo ir ali ou aqui para ouvir este ou aquele, o Senhor é sempre o mesmo. 
      Hoje o Senhor ensinou-me muito. Recordou-me que o devo seguir a Ele e não a um sacerdote. Lembrou-me que em qualquer Igreja a partilha do pão é sempre a mesma, não depende do presidente. Chamou-me à atenção para não fazer acepção de pessoas, o amor deve ser igual para todos, tenho de amar todos de igual forma. Hoje levai uma grande " chapada" vindo do alto, mas é sinal que Ele está sempre presente. E, continua a chamar-me ao caminho recto, ao caminho de verdadeiro cristão.As voltas foram trocadas, mas foi uma grande lição que hoje tive. Obrigado Senhor porque hoje aprendi mais um facto importantíssimo, tenho que te seguir a Ti.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

«Fiz-me tudo para todos»: V Domingo do T. Comum

(1 Cor 9, 16-19.22-23)
Celebramos hoje o V Domingo do tempo comum. Na primeira leitura, do livro de Job comenta, com amargura e desilusão, o facto de a sua vida estar marcada por um sofrimento atroz e de Deus parecer ausente e indiferente face ao desespero em que a sua existência decorre… Apesar disso, é a Deus que Job se dirige, pois sabe que Deus é a sua única esperança e que fora d’Ele não há possibilidade de salvação.São Marcos apresenta de uma forma concisa a actividade de Jesus. Começa na sinagoga, continua em casa de Pedro onde se aproxima, toma pela mão e levanta a sogra doente, ela que, recuperando da sua febre começa servir. Depois já são todos os que sofrem algum mal que estão à porta de Pedro, e toda a cidade ali presencia as curas de Jesus. E no meio de toda esta agitação de gente e do irromper da vida, que se faz silêncio: Jesus retira-se para um sítio isolado para rezar... Os discípulos quase o acusam: com toda a gente à tua procura, porquê "perder tempo" assim?! Mas esse é o tempo do essencial, do encontro com o Pai, o tempo que dá sentido a todo o outro tempo gasto na atenção às necessidades de cada um, de se aproximar de quem sofre, de pegar pela mão e de levantar para uma vida nova aqueles que necessitam de um sentido para a vida...
Assim viveu Jesus, alimentando no encontro com o Pai uma vida gasta na atenção às necessidades de cada um daqueles que com Ele se cruzaram pedido a cura, aí encontrou a força para se doar plenamente... Assim viveu Jesus, fazendo o bem, que não tem medo de se aproximar de quem sofre, de meter mão à obra, de levantar os caídos... Assim nos ensina a viver Jesus, com esse mesmo olhar de quem sabe que mesmo que muitas doenças continuem insanáveis, nenhuma pessoa é incurável: que podemos levar a cada um o cuidado que o próprio Jesus manifesta, Ele que vem para curar a nossa humanidade...
Por fim, a Carta de Paulo á comunidade de Corinto, fala-nos daquela que deve ser a nossa missão enquanto cristãos: evangelizar. "Anunciar o Evangelho não é para mim um título de glória, é uma obrigação que me foi imposta." Também deve ser este o nosso pensamento. Deve ser esta a minha forma de encarar a vida. "Fiz-me tudo para todos" diz São Paulo. Senhor, neste V Domingo do Tempo comum eu te peço que me ajudes a estar perto dos que sofrem, dos sem-abrigo, dos doentes, dos presos, dos fracos, dos que precisam da minha presença. Senhor Jesus eu hoje quero dizer como o grande Apóstolo: quero ser tudo para todos. Quero servir os que de mim necessitam. Quero evangelizar quem nunca ouviu falar de Ti. Quero "anunciar gratuitamente o Evangelho".

sábado, 14 de janeiro de 2012

Diz-me onde moras Mestre: II Domingo do Tempo Comum

Com a Festa do Baptismo do Senhor na passada Segunda-Feira, terminámos as celebrações do nascimento de Jesus. Iniciá-mos agora e até ao chegar da Quaresma o Tempo Comum. O II Domingo deste tempo  propõe-nos uma reflexão sobre a disponibilidade para acolher os desafios de Deus e para seguir Jesus.
A primeira Leitura apresenta-nos a história do chamamento de Samuel. A palavra de Jesus é a voz do Pai chamando os homens à grande assembleia do seu povo. Mas antes de o Filho vir ao mundo, já a palavra de Deus se fizera ouvir e chamava os homens. E os que a ouviram e lhe responderam ficaram sendo o modelo dos verdadeiros discípulos do Senhor, como Samuel. Todos conhecemos a belíssima narração do chamamento deste jovem. Ao ler esta passagem dou por mim a pensar se algum dia o próprio Senhor me chamou e eu não o escutei. Porque ando distraído, sempre a correr, sempre com 1001 preocupações e não presto atenção ao Pai. Senhor, eu quero dizer como Samuel: "Falai, Senhor, que o vosso servo escuta". Quero prestar atenção ao que tens para dizer e ouvir verdadeiramente a Tua voz. Quero descobrir qual a vocação que tens para mim Senhor.
Na segunda Leitura, São Paulo convida os cristãos de Corinto a viverem de forma coerente com o chamamento que Deus lhes fez. No crente que vive em comunhão com Cristo deve manifestar-se sempre a vida nova de Deus. Aplicado ao domínio da vivência da sexualidade – um dos campos onde as falhas dos cristãos de Corinto eram mais notórias – isto significa que certas atitudes e hábitos desordenados devem ser totalmente banidos da vida do cristão.
A fé cristã não se afirma apenas no espírito, mas também no corpo, templo, como é, do Espírito de Deus, e destinado à glória futura que em nós se há-de manifestar. Pelo Baptismo, o cristão torna-se membro de Cristo e forma com ele um único corpo. A partir desse momento, os pensamentos, as palavras, as atitudes do cristão devem ser os de Cristo e devem testemunhar, diante do mundo, o próprio Cristo.
Jo 1, 35-42
São João, no evangelho deste II Domingo do Tempo Comum  descreve o encontro de Jesus com os seus primeiros discípulos. Quem é “discípulo” de Jesus? Quem pode integrar a comunidade de Jesus? Na perspectiva de João, o discípulo é aquele que é capaz de reconhecer no Cristo que passa o Messias libertador, que está disponível para seguir Jesus no caminho do amor e da entrega, que aceita o convite de Jesus para entrar na sua casa e para viver em comunhão com Ele, que é capaz de testemunhar Jesus e de anunciá-l’O aos outros irmãos.
Para Mim, a principal mensagem que posso extrair deste texto de João é descobrir onde mora Jesus. Que é como quem diz, eu também quero descobrir a tua morada Senhor. Quero conhecer-Te melhor, sentir verdadeiramente o teu amor, quero repousar em tua Santa morada.  Senhor Jesus, eu também quero escutar o teu chamaneto,quero uma  transformação profunda na vida, como aconteceu com Simão que até o nome lhe foi mudado. 
Senhor Jesus Cristo, dá-me a Tua força, o teu alento, para Te escutar e descobrir a vocação e a missão que tens preparado para mim.