Ao longo destes dias tenho andado muito pensativo com algumas coisas que me andam a acontecer. Ou melhor, que Deus faz com que aconteça. Tenho conseguido rezar mais, estar mais atento a Jesus, visitá-lo mais vezes. São coisas boas. Ajudam-me a estar mais perto D´le. A entregar a minha vida, cada momento, cada pessoa a Jesus. Mas esta situação tem-me deixado numa maior introspecção. Mas porquê? Porque já vivi estes momentos antes. A força veio, a coragem não faltou, mas volvidos alguns dias caí. Caí como Jesus cai durante a sua via-sacra. Caio e volto a cair. Tropeço e volto a tropeçar. Levanto-me. Tenho ânimo, firmeza, mas depois tudo volta. Beijo de novo o chão. Chego ao fundo do poço. Mas o ciclo recomeça. Uma e outra vez. E o que há diferente hoje?
O Homem Novo
Hoje sinto verdadeiramente o Amor de Jesus. Tenho a certeza que Ele está sempre ao meu lado. Tenho falado com Ele como falo com o amigo. Partilho cada problema da minha vida. Cada alegria que vivo. Cada pessoa que me cruzo. Consigo experenciar como é belo ser cristão. Como é bom ter Deus como Pai. Como é importante a oração. Este é o caminho que leva a uma maior intensidade. Tenho que continuar a alimentar esta sede. Ao orar consigo estabelecer uma ótima relação com Jesus.
Será só destes dias? Espero que não. Quero que assim não seja. Gosto de estar assim, de me sentir amado. De sentir o bom amigo que é Jesus. Que não seja uma situação de dias. Que esta força tenha vindo para ficar. Que o homem novo habite em mim e consiga vencer o homem velho que impera.
Decidi que hoje iria pela primeira vez escrever sobre a renúncia do Santo Padre. Foi no passado dia 11 que Bento XVI anunciou que a partir de 28 de Fevereiro a Igreja Católica entra em "Sé vacante". Foi com muito espanto que recebi a notícia. Não estava nada à espera que acontecesse. Claro que o espanto daquela manhã de soalheira de Segunda, rapidamente deu lugar à consciencialização e a tomada da realidade. Sim, depressa entendi o gesto tão humilde de Joseph Ratzinger. Claro que como tudo, houve diversas opiniões, uns concordaram, outros não atenderam. Durante todo o dia, na televisão, nos jornais, nas redes sociais este foi o tema central. Depressa surgiram os comentadores especializados (outros nem tanto) , padres e bispos não tiveram descanso, e, todos foram comentadores por um dia. Nesse mesmo dia, em conversa com um amigo ele dizia que o que o "Papa queria era protagonismo, sair pela porta grande, como não conseguiu cativar,não consegiu ser como João Paulo II, e, assim seria sempre recordado, queria ser um marco na história da Igreja". Ouvi, meditei, fiquei calado, sem resposta. Fez-se silêncio. Apesar do silêncio entre nós, no meu interior pensava em tudo o que ele me tinha dito, e, em tudo o que foram os 8 anos de Pontificado do Papa alemão. Em primeiro lugar, não se pode comparar dois papas. Sem dúvida que João Paulo II foi um papa carismático, lidava bem com as multidões, o papa das viagens. Eleito com 58 anos, teve um papado de 28 anos. Teve muito tempo para viajar, para se dar a conhecer ao mundo. Comunicador nato, comoveu católicos e outros. Mas não é possível uma comparação, cada pessoa é diferente. Quando foi eleito Ratzinger, o cardeal alemão de 78 anos, quando se apresentou na varanda do Vaticano disse: «os senhores cardeais elegeram a mim, um simples humilde trabalhador na vinha do Senhor. Consola-me o facto de que o Senhor sabe trabalhar e actuar com instrumentos insuficientes e, sobretudo, confio nas vossas orações». Foi assim, que Bento XVI se apresentou à Igreja Universal. Simples e humilde, características que sempre pudemos ver. Sábio, inteligente, teólogo por excelência, estudioso por opção, um ser humano excepcional, atento aos que sofrem, cativou jovens e e menos jovens, as multidões esperavam-no sempre. Trouxe muito á Igreja. Ensinou-nos muito. Chamou à atenção pelo carisma, pela palavra, pelo amor que demonstrava viver. Abordou todos os escândalos, esclareceu, pediu desculpa. Se fosse verdade o que me afirmou o meu amigo e alguns que são da mesma opinião, que Bento XVI vivia agarrado ao poder, que queria sair pela porta grande, que queria protagonismo não tinha feito um ato tão nobre, tão humilde. Se queria protagonismo não tinha deixado para o seu sucessor o encerramento do Ano da Fé, as Jornadas Mundiais da Juventude no Rio de Janeiro em que se são esperados 90 mil jovens. Bento XVI deixa o cadeira de São Pedro, porque sente que chegou « à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idóneas para exercer adequadamente o ministério petrino». Parte para se recolher e rezar. Sai como entrou. «Simples trabalhador da vinha do Senhor». Um homem simples, que nunca ansiou ser o que é.
Durante o dia de hoje tive a noção que o "demónio" está constantemente a tentar-me como fez com Jesus como escutámos no Evangelho do passado Domingo. Eu já sabia que era constantemente tentado e, por muitas vezes, acabo mesmo por ceder. Mas hoje, talvez por estarmos na Quaresma, estou mais atento ao que faço, ou ao que penso. Sim, também é no pensamento que ele actua. Mas não só. Também na falta de oração. Muitas são as coisas que me afastam da oração. Preguiça, distracção, cansaço, falta de vontade são exemplos do que me afasta da oração. Tento ser forte, mas não o suficiente. Deixo-me vencer por tudo isto. E o resultado é o afastamento de Jesus.
O pecado espreita
Hoje, senti-me tentado em tantas coisas, numas fui forte, noutras nem tanto. Mas deu para ter a noção que o pecado espreita em todas as esquinas da vida. Consegui reflectir o quanto é difícil ser cristão as dificuldades que acarreta querer ser discípulo de Jesus, a dificuldade de vencer as barreiras e as tentações que o "diabo" coloca na minha vida. Agora que estou mais atento, sei onde estou mais frágil, sei onde preciso que o Senhor me ajude. Sei onde me deixo levar, onde tropeço e caio nas redes do mal.
Quero dizer que hoje consegui, foi difícil, mas superei com a ajuda de Jesus Cristo. Mas tenho que continuar a caminhar, não desistir. Tenho que continuar a lutar. Tenho que vencer tudo o que me rodeia que me afasta da oração,e, por consequência, da presença daquele que se entregou por nós. As tentações estão em cada dia, em cada hora, o mal espreita-nos e quer derrubar-nos como outrora também tentou com Jesus no deserto. Senhor que o Teu Santo espírito venha sobre mim e não me deixe cair na tentação e no pecado.
Enquanto passava os olhos pela liturgia desta Sexta-Feira deparei-me com uma leitura do Livro de Isaías que não tinha escutado e que me deixou estarrecido. Lá estava grande parte da minha vida, do meu quotidiano, das minhas vivências. O profeta cita «o Senhor Deus» que disse «faz ver ao meu povo as suas faltas e à casa de Jacob os seus pecados». Lembra-te dos teus pecados, das tuas faltas que de Mim te afastam e não te deixam viver plenamente, pensava eu no meu íntimo. De seguida é que aparece o que me saltou logo à vista: «Todos os dias Me procuram e desejam conhecer os meus caminhos (...) querem que Deus esteja perto de si e exclamam: ‘De que nos serve jejuar, se não Vos importais com isso? De que nos serve fazer penitência, se não prestais atenção?’» (Is 58,2). É tudo o que eu penso tantos dias, tantas horas. Naqueles minutos em que tudo parece não ter sentido, em que não encontro a Luz, em que a fé esmorece. Mas logo de seguida o Senhor Deus responde: «Porque nos dias de jejum correis para os vossos negócios e oprimis todos os vossos servos. Jejuais, sim, mas no meio de contendas e discussões e dando punhadas sem piedade. Não são jejuns como os que fazeis agora que farão ouvir no alto a vossa voz. Será este o jejum que Me agrada no dia em que o homem se mortifica?»(Is 58,3). Mais uma verdade que eu vejo na minha vida, tanta vez que eu apenas me preocupo comigo, sou totalmente egoísta coloco-me à frente dos outros acabando por os oprimir. Tantas vezes que eu sou tão pecador. E como disse no texto anterior, infelizmente os jejuns e abstinências quaresmais passam na minha vida tanta vez como mera tradição, o verdadeiro sentido não vai para além de uma posta de peixe. Estes não são os jejuns e penitências que agradam ao Senhor. «O jejum que Me agrada não será antes este: quebrar as cadeias injustas, desatar os laços da servidão, pôr em liberdade os oprimidos, destruir todos os jugos, (...) repartir o teu pão com o faminto, dar pousada aos pobres sem abrigo, levar roupa aos que não têm que vestir e não voltar as costas ao teu semelhante? (...) (Is 58, 6) Aqui a mensagem é bem explícita. O que agrada ao Senhor é a missão de cada cristão. Estar junto dos que sofrem, desprender-me de mim e dar-me aos outros, Amar verdadeiramente cada um daqueles que me rodeiam, dar uma palavra de esperança, ajudar os que mais precisam, deixar o meu egocentrismo e entregar-me a Deus e a cada irmão. Este é o jejum, a penitência que o Senhor quer que eu faça. E, se conseguir fazer isto ao chamar «o Senhor responderá; se O invocar, dir-te-á: ‘Estou aqui’» (Is 58, 10). É um caminho difícil, mas Deus não me pede que seja perfeito, pede-me que sirva como souber. Que durante esta Quaresma tenha a capacidade de perceber o verdadeiro sentido de jejuar, da penitência que o Senhor quer que eu faça. Através da oração irei conseguir superar o afastamento, a falta de fé que por vezes surge na minha vida. Ajuda-me Senhor a caminhar neste tempo para o Teu encontro. Deixo aqui a passagem para poderdes consultar na íntegra: Is 58, 1-10
Esta noite enquanto andava às voltas na cama esperando que o sono aparecesse deparei-me com diversos pensamentos, um deles foi as promessas que fazemos a Nosso Senhor. Porque precisamos de dinheiro, pedimos e prometemos. Porque precisamos de conseguir um trabalho pedimos e prometemos. Porque estamos numa situação complicada, já nos lembramos Dele, e lá pedimos e prometemos.
Promessas de tudo o tipo fazem parte da nossa lista. Terços, jejuns, dinheiro, caminhadas, levar andores...Tudo. Tudo serve para fazermos um troca com Jesus. Não estou a dizer que é errado...Também já o fiz, mas para nós, os cristãos deste tempo tudo é pretexto para uma promessa. E, esquece-me-nos que Ele conhece cada um de nós, o nosso interior, sabe tudo o que precisamos.
Durante meses arrastou-se na minha vida uma situação que não estava a conseguir resolver. Os que me rodeavam diziam: "mas porque não fazes uma promessa a Nossa Senhora?". Mas porquê incomodar Nosso Senhor e Maria com promessas, quando eles têm solicitações mais importantes? No meu pensamento, corria e corre o seguinte: Não preciso de promessas, se a minha relação com Ele for baseada na oração, na conversa íntima com Jesus, Ele sabe bem o que preciso e quando deve actuar.
No próximo Domingo celebramos a Sagrada Família de Nazaré. Ainda em clima de Natal, a Igreja honra esta família, mostrando o exemplo que Maria, José e o Deus Menino devem ser para todas as outras famílias. Ao recordar e celebrar a Sagrada Família de Jesus, Maria e José, recordamos e celebramos também todas as famílias do Mundo. É o dia da Família. Neste dia, pais e filhos, avós e netos enchem as Igrejas para receberem a bênção de Deus. É certo que nos dias que correm o conceito e a própria instituição que é a Família estão muito alterados. Não vou falar dos "novos tipos de família que existem", mas reflectir sim sobre o que está a acontecer nas famílias que alguns intitulam de "tradicionais". Há poucos dias, num Domingo, cheguei a um café com alguns amigos e na mesa ao nosso lado, estava um casal jovem. Esse casal (tinham aliança) já estava quando chegamos. Durante o tempo que lá permaneci, não mais de 10 minutos, reparei que não trocaram uma palavra, e, nem um simples olhar. Cada um entertido com o seu telemóvel. E nós lá fomos e o casal continuou impávido e sereno nas suas "lides" informáticas. Esta situação deixou-me incomodado durante o dia. Questionava-me o que teria sido aquilo? Será que em casa também seria assim? Mas que tipo de família estamos a construir? Infelizmente tenho a certeza que como este jovem casal existem muitos outros pelo mundo. Graças a Deus, no meu seio familiar nunca assisti a uma situação destas, ainda sou da geração em que os pais andam de mão dada pela rua e não se deitam sem falar dos problemas, das dificuldades, das alegrias. Mas, custa-me pensar que a sociedade esteja a apagar a verdadeira essência de família. Eu próprio tenho a certeza que não conseguiria ser como eles, são um verdadeiro exemplo mas temo de não conseguir fazer o mesmo. Voltando ao assunto principal, as famílias do século XXI estão a caminhar para o abismo. Cada vez mais, somos individualistas, egoístas, preocupando-nos apenas com o nosso bem estar e com o que nos dá prazer. Onde está o sentido de união na família? O que levou o jovem casal a deixar a sua casa e irem para um café brincar com o telemóvel? Infelizmente, a família de Nazaré deixou de ser exemplo, os casamentos de 50 e 60 anos dos nossos avós não passam de uma miragem, e o diálogo entre casal passou para 2º plano, certamente que agora é mais fácil dizer que se amam por sms. Sagrada Família de Nazaré olha por todos os casais, por todas as famílias do Mundo e ajuda-os a olharem para Vós e sentirem a necessidade de seguir o vosso exemplo. Ajudas as famílias do século XXI a dialogarem, a interagirem entre si, a amarem-se sem medida. Em sintonia com este dia, deixo a oração da família do Padre Zezinho.
Volvidos dois meses estou de regresso ao meu blogue. Foram tempos intensos, turbulentos, com altos e baixos, crises de fé, vivências importantes...Vivi e senti de tudo um pouco, o bem e o mal, o sagrado e o profano. Dias em que queria Deus, outros em que o rejeitava. Alguns dias rezei outros apenas pequei. E, hoje, dia 5 de Novembro, dou por mim a pensar "Mas que vida é esta que estás a construir?".
É o pensamento que ensombra o meu dia de hoje. Não é a chuva que lá fora faz as pessoas correr que me preocupa, é o caminho que estou a seguir. Há uns tempos para cá que não vivo, limito-me a viver, ser empurrado pela vida. Sigo ao ritmo da rotina. Sem objectivos delineados, sem um futuro traçado, sem algo em que me apoie para caminhar. Mas penso já tiveste tudo isto mas deixas-te esmorecer. Perdi a vontade de viver, agora é a vida que me empurra a cada dia a saltar da cama. Deixei de definir objectivos, de me preocupar com um futuro pensando um dia de cada vez, mas sempre mais do mesmo, sem evolução. E pior de tudo é que me esqueci do mais importante. Ele olha a cada dia por mim, cuida de mim em todos os momentos e eu lembro-me apenas quando estou mais aflito ou em algum dia especial. Bipolaridade cristã? Talvez...Mas sei que aos poucos a minha fé vai desaparecendo se não for alimentada. E, este é o ano por excelência para (re)começar a viver verdadeiramente como cristão, viver a minha vida.
Quero começar a traçar objectivos para o meu futuro, viver a vida a sério, não me deixar guiar pelos outros,e, principalmente deixar que Jesus faça parte da minha vida. Hoje percebi o quanto a oração é importante, pois os tempos que estive sem rezar afastaram-me de Jesus, fez com que a minha fé se apaga-se.
Ajuda-me Senhor a encarreirar-me pelo caminho certo, a deixar de lado esta minha bipolaridade de filho de Deus, e de te pensar como um passatempo de fim-de-semana ou de dia Santo.
Hoje decidi mudar de ares e ir até à missa a outra Igreja que não a da minha Paróquia. Pensei em ir até a uma Igreja onde normalmente o celebrante é uma sacerdote novo, com quem costumo falar com regularidade, simpático, com homilias sempre fortes e tocantes e como é um "padre porreiro" gosto de o ouvir. E lá vou eu feliz e contente. Quando se iniciava o cortejo de entrada reparei que o não era o meu "amigo" a presidir. Não vou mentir, fiquei desanimado... Mais alguns kilometros percorridos, alteração da rotina, para nada, pensei eu..."Oh Senhor trocaste-me as voltas...Vim até aqui para ouvir o meu amigo e afinal quem vai celebrar é um padre que nem conheço" dizia eu no meu íntimo para Jesus.
Uma grande lição que hoje tive. Obrigado Senhor.
Mas a troca não foi apenas o início do trabalho realizado por Jesus. Quando começo a ouvir a Carta de São Tiago fez-me pensar em tudo o que tinha feito. «A fé em Nosso Senhor Jesus Cristo não deve admitir acepção de pessoas». começa a 2ª leitura deste Domingo. E eu pensei, grande lição que o Ele te está a dar. Vieste até aqui para ouvir um padre e afinal "calhou-te outro". Para quê? O Senhor é o mesmo, a Eucaristia é a mesma...Qualquer um deles fala em nome de Jesus, foi por isso que receberam o sacramento da ordem. Não devo ir ali ou aqui para ouvir este ou aquele, o Senhor é sempre o mesmo.
Hoje o Senhor ensinou-me muito. Recordou-me que o devo seguir a Ele e não a um sacerdote. Lembrou-me que em qualquer Igreja a partilha do pão é sempre a mesma, não depende do presidente. Chamou-me à atenção para não fazer acepção de pessoas, o amor deve ser igual para todos, tenho de amar todos de igual forma. Hoje levai uma grande " chapada" vindo do alto, mas é sinal que Ele está sempre presente. E, continua a chamar-me ao caminho recto, ao caminho de verdadeiro cristão.As voltas foram trocadas, mas foi uma grande lição que hoje tive. Obrigado Senhor porque hoje aprendi mais um facto importantíssimo, tenho que te seguir a Ti.
A minha oração de hoje é feita a partir de uma bela oração de Santo Agostinho, diria mesmo a partir um grito de súplica do Bispo de Hipona: «Tarde Vos amei, ó beleza tão antiga e tão nova, tarde Vos amei! Vós estáveis dentro de mim, mas eu estava fora, e fora de mim Vos procurava; com o meu espírito deformado, precipitava me sobre as coisas formosas que criastes. Estáveis comigo e eu não estava convosco. Retinha me longe de Vós aquilo que não existiria se não existisse em Vós. Chamastes, clamastes e rompestes a minha surdez. Brilhastes, resplandecestes e dissipastes a minha cegueira. Exalastes sobre mim o vosso perfume: aspirei o profundamente, e agora suspiro por Vós. Saboreei Vos, e agora tenho fome e sede de Vós. Tocastes me e agora desejo ardentemente a vossa paz.» Senhor Jesus, ajuda-me a ter e a viver em cada dia um sincero e profundo encontro conTigo. Que eu não percorra caminhos errados para encontrar a felicidade, que não me perca em becos sem saída. Senhor, que eu tenha sempre uma certeza dentro de mim, que Tu estás sempre ao meu lado, Tu sabes o que preciso, Tu sondas o meu ser, o mais íntimo do meu coração. Há poucos dias Tu deste-me um sinal, chamas-te a minha atenção, clamaste o meu nome, ajudaste-me e voltar ao caminho certo. Fizeste com que visse a Tua luz a brilhar diante de mim. Agora Senhor peço-Te que não me deixes cair novamente. Quero continuar nesta caminhada, nesta descoberta. Quero saciar a minha sede de Ti. Quero estar junto de Ti através da oração.
Senhor, hoje eu te digo como outrora Te disse Santo Agostinho:Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei. Tarde te amei ó meu Jesus. Tarde descobri o teu amor por mim. «Estive à beira do fundo abismo, e a morte me envolveu» mas Tu estavas lá, Tu me levantas-te e me ensinaste o caminho certo.Por isso hoje te digo: «Eu Te amo, ó Senhor Deus em quem acreditei. Ilumina os meus caminhos e contigo avançarei».
Passaram-se horas, dias, semanas, semanas sem dirigir uma palavra a Jesus, ou melhor, uma palavra digna que Ele merecesse ouvir. Preguiça, falta de fé, pouca vontade, dúvidas, zangas, poderão ser razões que até há poucos dias achava aceitáveis para estar tão distante de Jesus. A cada manhã nem uma palavra de agradecimento nem de oferecimento do dia. E a cada momento que colocava a cabeça na almofada a minha cabeça só se prendia em aspectos da vida quotidiana, pensamentos fúteis e vazios e nem pensava Nele. Os dias foram avançando e a certa altura o "amigo do alto" pregou-me uma "partida". Deu-me um abanão, um grande abanão. Há poucos dias foi colocado na minha vida mais um grande desafio para o qual eu não estava nada confiante. Pensava sempre que não iria conseguir atingir o grande objectivo, mas felizmente e só com a mão amiga Dele é que tudo correu pelo melhor. Consegui o que queria,e, principalmente consegui perceber o sinal que Jesus me tinha enviado. Percebi que Ele me tinha dito "tu podes esquecer-te de Mim, mas eu nunca te abandono e nem precisas de pedir, porque sei quando necessitas de Mim". Esta partida fez-me pensar naquela passagem de São Mateus «o vosso Pai celeste sabe do que necessitais antes de vós lho pedirdes.» (Mt 6,8). E é mesmo verdade. Eu que até estava afastado Dele, sem lhe rezar Ele não me deixou desamparado quando mais precisei. Durante alguns dias andei a pensar em toda esta situação e apercebi-me que sem Ele, sem a sua ajuda nada sou. Só com o amor que Ele me tem é que posso ser verdadeiramente feliz, só seguindo o seu caminho, continuando esta caminhada. Após uns dias a pensar foi até á Igreja onde tantas vezes vou ao encontro de Jesus no sacrário e fui fazer as pazes com ele. Ele nunca esteve chateado comigo, nunca me abandonou, caminhou sempre ao meu lado, eu é que fiz totalmente o oposto. Ajoelhei-me junto dele e pedi perdão. Pela ausência, pela frieza, pela falta de atenção...Agradeci a força que me deu para continuar, agradeci por nunca me abandonar. Estive largos minutos á conversa com Ele. Depois de forças restabelecidas, tudo voltou ao normal. Voltei à oração, ao encontro com Jesus escondido no sacrário, voltei ao que realmente importa, Ele. Hoje, através de uma amiga e de uma frase de Santa Teresa de Ávila Ele voltou a reforçar os laços comigo e a dizer que nada agora me pode abalar: «Nada te perturbe, só Deus basta». E nada é mesmo nada nem a presença de Deus nem a sua "ausência".
Mais uma vez pela manhã dirigi-me a uma Igreja para estar com Jesus. Queria falar com Ele. Tinha tanto para lhe contar. Os meus últimos dias atribulados, as angústias que me atormentavam, os "azares" de ultima hora, a viagem atribulada, os problemas no seio da família, os meus dias em que o pecado reinou... Tanta coisa para partilhar com o Meu Senhor. Tempo era coisa que não me falatava. E até fui esbanjado com sorte de ter a Igreja só para Mim. Apenas eu e Ele. Mas quando comecei a falar com Jesus, depressa as forças se desvaneceram. Percebi que não era digno de estar ali. Senti-me tão envergonhado por estar diante do Salvador e levar uma vida de pecado. Pela primeira vez na minha vida senti que não podia estar ali, que não era digno de ter um Pai, um protector como Ele.
Envergonhado devido ás minhas faltas fui embora. Abandonei-o. A vergonha falou mais alto e as forças falharam. A consciência pesou.Como posso estar eu ali se na minha vida reina a treva. Quando saí do Templo pensei: Mas que fraco, que pobre, que pecador que és...Pedes perdão, mas voltas a cometer o mesmo erro. Vais ao sacramento da reconciliação e quando sais atiras a pedra ao teu irmão. Afinal que cristão queres ser? Que vida queres levar?
Perguntas que me assaltam a cada momento. Respostas que não encontro. Apenas tenho uma certeza: enquanto não mudar verdadeiramente de vida, enquanto não vencer o pecado, não me deixar levar pelos prazeres do mundo terei vergonha de estar diante de Ti Meu Senhor. Assim como hoje fugi por vergonha, se não tomar o caminho certo afasto-me cada vez mais de Ti.
Dá-me força Senhor para vencer o pecado. Para não tornar a pecar. Dá-me alento. Peço-Te coragem para enfrentar todas as barreiras que me afastam de Ti.
Porque hoje celebramos o grande Santo Inácio de Laiola, cantemos e rezemos como ele nos ensinou: "Tomai Senhor, e recebei Toda minha liberdade, A minha memória também. O meu entendimento E toda minha vontade. Tudo que tenho e possuo,Vós me destes com amor. Todos os dons que me destes, Com gratidão vos devolvo: Disponde deles, Senhor, Segundo vossa vontade. Dai-me somente O vosso amor, vossa graça. Isto me basta, Nada mais quero pedir." Senhor tudo é Teu. Toda a minha vida. Foste tu me concedeste tudo o que possuo e sou. Apenas quero sentir o teu amor, contar com o teu abraço amigo, com a Tua presença na minha vida. Ajuda-me a caminhar no caminho recto.Obrigado Senhor por Santo Inácio. Pelo que ele nos deixou. Obrigado por todos os jesuítas que ainda hoje continuas a chamar. Santo Inácio de Loyola Rogai por Nós.
Hoje saí de casa e sabia que teria aproximadamente uma hora livre pela manhã. Pensei em levar a Liturgia das Horas, um terço e visitar Jesus no Sacrário e rezar um pouco pela Igreja. Mas pensei melhor e decidi: não vou levar nada. Preciso de falar com o Senhor, estar diante dele e falar-lhe da minha vida, dos meus medos, dos meus anseios, dos meus problemas. Quando cheguei, dirigi-me um dos bancos dianteiros junto do Santo Tabernáculo, ajoelhei-me e comecei a falar com Ele. Pedi-lhe perdão por todos os erros que tinha cometido. Apresentei-me como pecador. Como Homem que peca, pede perdão e torna a pecar. Depois disse-Lhe todos os meus medos na vida, tudo o que me deixa mais em baixo, tudo o que me afasta Dele. Partilhei com Ele tudo o que me consumia nesta manhã.
A hora que tinha disponível antes de ir para os meus afazeres passou rápido. Sem orações feitas. Apenas falei do que senti, do que me estava a fazer mal. Foi uma oração como há muito não fazia e que muito me faz falta. É sem dúvida uma experiência a repetir. Tenho que estar mais vezes a sós contigo Jesus. Obrigado pela tua presença e convite para ir á tua presença. Eu te louvo e te bendigo ó Senhor porque me ajudas a caminhar no caminho certo.
Durante a noite não conseguia dormir e farto de tantas voltas e reviravoltas na cama e de passar em revista o meu dia e vários aspectos da minha vida decidi pegar na Bíblia e abrir "sem destino". Queria apenas descobrir a Palavra que o Senhor tinha para mim naquela madrugada. Calhou-me Daniel, capitulo 9. A partir do versículo 4, o profeta faz ma confissão ao Senhor Deus: «Ah! Senhor, Deus grande e temível, que és fiel à Aliança e que manténs o teu favor para com os que te amam e guardam os teus mandamentos. Todos nós pecámos, prevaricámos, praticámos a iniquidade, fomos revoltosos, afastámo-nos dos teus mandamentos e das tuas leis.Não escutámos os teus servos, os profetas, que falaram em teu nome aos nossos reis, aos nossos chefes, aos nossos pais e a todo o povo da nação.Para ti, Senhor, a justiça; para nós, a infâmia, como é hoje para as gentes de Judá, para os habitantes de Jerusalém e para todo o Israel, para aqueles que estão perto e aqueles que estão longe, em todos os países por onde os espalhaste, em consequência das iniquidades que cometeram contra ti.Sim, ó Senhor, para nós a vergonha, para os nossos reis, para os nossos chefes, para os nossos pais, porque pecámos contra ti.No Senhor, nosso Deus, há misericórdia e perdão, pois nos revoltá-mos contra Ele.Recusámos escutar a voz do Senhor, nosso Deus; não seguimos as leis que nos propunha pela boca dos seus servos, os profetas.» (Dn 9, 4-10) A cada palavra que lia podia rever-me na boca do profeta. Eu sou pecador, prevaricador, falto à aliança estabelecida com o meu Salvador e Criador, não cumpro os mandamentos que me foram dados a conhecer, não sou fiel...Esta minha vida que levo envergonha-me. Vivo cheio de injustiça, culpa, maldade, ódio, pecado, de tudo o que me leva a afastar do Deus meu Pai. Quando reconheço a minha culpa caio de novo no "charco" do pecado, da zombaria do mundo. Perdoa-me Senhor, só Tu me conheces como ninguém. Só Tu sabes o quanto sou fácil de dominar pelo demónio. Eu como Daniel creio que em Ti «há misericórdia e perdão». Eu, tal como o Povo de Israel é que me recuo a «escutar a voz do Senhor, nosso Deus». Perdoa-me Senhor. Perdoa-me porque não estou a ser capaz de ser um cristão verdadeiro. «Senhor, ouve! Senhor, perdoa! Senhor, presta atenção! Actua! Pelo teu bom nome, ó meu Deus, não tardes, porque foi o teu nome que foi dado à tua cidade e ao teu povo.» (Dn 9, 19). Hoje eu te clamo como Daniel. Ouve-me, presta-me atenção, perdoa-me Senhor Jesus. Actua. Actua em Mim. Ajuda-me a ser fiel ao meu baptismo e à vocação a que me chamas primeiramente, a de ser um bom cristão. Senhor Jesus dá-me a força que necessito para continuar a caminhar.
Hoje ao final da noite o Senhor concedeu-me a graça de conversar com uma amiga que já não falava a algum tempo. No decorrer da nossa troca de palavras ela apresentou-me uma bonita oração de louvar á Santíssima Trindade, que partilho aqui e termino o meu dia louvando a Deus que Pai, Filho e Espírito Santo.
"Ó meu Deus, Trindade que adoro, ajudai-me a esquecer-me inteiramente para me fixar em Vós, imóvel e pacífica como se minha alma já estivesse na eternidade. Que nada possa perturbar minha paz nem arrancar-me de Vós, ó meu imutável, mas que cada minuto me transporte mas profundamente em vosso mistério!
Pacificai minha alma e fazei dela O vosso céu, vossa morada querida E o lugar de vosso repouso. Que eu jamais vos deixe só, mas fique inteiramente convosco, com minha fé sempre desperta, em atitude de adoração e completamente entregue à vossa ação criadora. meu Cristo amado, crucificado por amor, quanto desejaria ser uma esposa para o vosso coração, quanto desejaria cobrir-vos de glória, quanto desejaria amar-vos até morrer!
Mas sinto minha impotência e, por isso, peço-vos: revesti-me de Vós, identificai minha alma com todos os movimentos da vossa, submergi-me, penetrai-me, substituí-vos a mim a fim de que minha vida não seja senão uma irradiação da Vossa. Vinde a mim como adorador, como reparador, como salvador. O Verbo eterno, Palavra de meu Deus, quero passar minha vida a escutar-vos, quero ser inteiramente dócil para aprender tudo de Vós.Através de todas as noites, de todas as fraquezas, quero ter sempre o olhos fitos em Vós e ficar sob vossa grande luz. Ó meu astro querido, fascinai-me a fim de que eu não possa mais sair de vossos raios.
O fogo devorador, Espírito de amor, vinde a mim para que em minha alma se opere uma encarnação do Verbo. Que eu seja para Ele, além disso, uma humanidade na qual Ele renove o seu mistério. E Vós, ó Pai, olhai para esta vossa pobre criatura, cobri-a com vossa sombra, vede nela somente o vosso Bem-Amado no qual pusestes todas as vossas complacências " (Bem-Aventurada Elisabete da Trindade, OCD).
Rezar não é perder tempo… “Todos Te procuram”. Há uma espécie de reprimenda nas palavras dos apóstolos. É verdade: há tantos doentes a curar, o sofrimento é um oceano inesgotável! Então, porque Se retira Jesus para um lugar deserto para rezar? Face às urgências do momento, não deveria ficar no meio dos pobres para os aliviar? Porém… As curas corporais, por mais importantes que sejam, têm apenas um tempo. Todos os miraculados de Jesus são mortos! Então Jesus quer fazer compreender que os seus milagres são sinais que apontam para outra realidade, infinitamente mais importante: a sua vitória sobre o único mal que pode verdadeiramente matar os homens, o pecado, a recusa do amor. É para isso que o seu Pai O enviou. Jesus deve, pois, alimentar-Se desta vontade do Pai, para a cumprir até ao fim. Passar tempo a rezar não é perder o seu tempo. Pelo contrário, é deixar a vontade do seu Pai invadi-l’O cada vez mais. É isso que Jesus quer fazer compreender aos discípulos de então e de hoje: é preciso que também eles se enraízem cada vez mais profundamente neste amor do Pai. Então poderemos tornar-nos testemunhas eficazes deste amor, que se transbordará, sem dúvida, no serviço muito concreto aos pobres e aos doentes, e que abrirá perspectivas sobre o nosso verdadeiro destino: a vida eterna junto do Pai.
Celebramos hoje o V Domingo do tempo comum. Na primeira leitura, do livro de Job comenta, com amargura e desilusão, o facto de a sua vida estar marcada por um sofrimento atroz e de Deus parecer ausente e indiferente face ao desespero em que a sua existência decorre… Apesar disso, é a Deus que Job se dirige, pois sabe que Deus é a sua única esperança e que fora d’Ele não há possibilidade de salvação.São Marcos apresenta de uma forma concisa a actividade de Jesus. Começa na sinagoga, continua em casa de Pedro onde se aproxima, toma pela mão e levanta a sogra doente, ela que, recuperando da sua febre começa servir. Depois já são todos os que sofrem algum mal que estão à porta de Pedro, e toda a cidade ali presencia as curas de Jesus. E no meio de toda esta agitação de gente e do irromper da vida, que se faz silêncio: Jesus retira-se para um sítio isolado para rezar... Os discípulos quase o acusam: com toda a gente à tua procura, porquê "perder tempo" assim?! Mas esse é o tempo do essencial, do encontro com o Pai, o tempo que dá sentido a todo o outro tempo gasto na atenção às necessidades de cada um, de se aproximar de quem sofre, de pegar pela mão e de levantar para uma vida nova aqueles que necessitam de um sentido para a vida...
Assim viveu Jesus, alimentando no encontro com o Pai uma vida gasta na atenção às necessidades de cada um daqueles que com Ele se cruzaram pedido a cura, aí encontrou a força para se doar plenamente... Assim viveu Jesus, fazendo o bem, que não tem medo de se aproximar de quem sofre, de meter mão à obra, de levantar os caídos... Assim nos ensina a viver Jesus, com esse mesmo olhar de quem sabe que mesmo que muitas doenças continuem insanáveis, nenhuma pessoa é incurável: que podemos levar a cada um o cuidado que o próprio Jesus manifesta, Ele que vem para curar a nossa humanidade...
Por fim, a Carta de Paulo á comunidade de Corinto, fala-nos daquela que deve ser a nossa missão enquanto cristãos: evangelizar. "Anunciar o Evangelho não é para mim um título de glória, é uma obrigação que me foi imposta." Também deve ser este o nosso pensamento. Deve ser esta a minha forma de encarar a vida. "Fiz-me tudo para todos" diz São Paulo. Senhor, neste V Domingo do Tempo comum eu te peço que me ajudes a estar perto dos que sofrem, dos sem-abrigo, dos doentes, dos presos, dos fracos, dos que precisam da minha presença. Senhor Jesus eu hoje quero dizer como o grande Apóstolo: quero ser tudo para todos. Quero servir os que de mim necessitam. Quero evangelizar quem nunca ouviu falar de Ti. Quero "anunciar gratuitamente o Evangelho".
D. Antonino Dias
Bispo de Portalegre-Castelo Branco
D. Antonino Eugénio Fernandes Dias, nasceu a 15 Dezembro 1948 em Viana do Castelo. A 21 de Janeiro de 2001,há precisamente 11 anos, foi ordenado Bispo na Igreja de São Domingos em Viana do Castelo. Depois de ser auxiliar de Braga, D. Antonino é desde 7 de Outubro de 2008 Bispo da diocese de Portalegre-Castelo Branco. Quando nenhum dos sacerdotes diocesanos convidados aceitaram tornar-se bispos recidenciais, D. Antonino aceitou com coragem o pedido do Santo Padre. Louvado seja este Pastor pela coragem e por se deixar guiar pelo Santo Espírito. Aquando desta nomeação o seu antecessor, D. José Alves, escrevia o seguinte: “será caso para dizer, a Diocese de Portalegre e Castelo Branco tem o bispo que merece porque será um bom continuar do trabalho que foi feito ao longo de muitos anos e certamente que ele irá fazer mais e melhor ao longo do pontificado que Deus lhe conceder, que espero que seja longo”.
D. António Couto descreve o antigo auxiliar de Braga como “uma pessoa muito boa e de extrema honestidade. D. Antonino é sobretudo um amigo. Uma pessoa delicada em termos de comportamento, inteligente, arguta e muito fina no trato”.
Neste dia quero agradecer ao Senhor Jesus o dom do sacerdócio e do episcopado que D. Antonino recebeu. Peço ao Senhor que continue a apoiar este Pastor a incendiar e irradiar a fé no Povo de Deus que lhe foi confiado. Que continue a anunciar-Te com verdade, amor, dignidade e fé. Obrigado D. Antonino Dias pelo padre e Bispo que foi, é e será.
D. Jacinto Tomás de Carvalho Botelho, Administrador Apostólico de Lamego celebra hoje 16 anos de Ordenação Episcopal. A 20 de Janeiro de 1996 na Sé de Lamego, D. Jacinto receberia a Mitra e o Báculo das mãos do Bispo ordenante que simbolizam o serviço episcopal e a função do pastor de conduzir o rebanho que o Senhor lhe confiou.
D. Jacinto Tomás Botelho
Administrador Apostólico de Lamego
D. Jorge Ortiga quando viu partir o seu Bispo Auxiliar para residencial de Lamego afirmava que a sua nova diocese “poderá continuar a sua missão evangelizadora em torno de um bom Pastor que bem conhece. Porque como sabeis o Sr. D. Jacinto possui as qualidades humanas e cristãs para trabalhar pela felicidade do povo que aí faz a sua experiência humana e cristã”.
No Domingo dia 29 de Janeiro, D. Jacinto Botelho cessas as suas funções de Bispo de Lamego e passa o testemunho a um prelado até agora também auxiliar da mesma arquidiocese de onde proveio, D. António Couto. Neste dia em que recordámos a ordenação de D. Jacinto exprimo os mais fraternos e profundos votos de agradecimento pelo tão bom desempenho como Pastor na sua diocese de origem.
Agradeço ao Senhor Jesus o dom do episcopado recebido por este nosso irmão e peço-Te que continues a iluminar D. Jacinto enquanto Bispo emérito. Persevera sempre a sua alegria e jovialidade. Que continue sempre como “um Bispo que nunca quis deslumbrar” nem dar nas vistas. Que viva sempre na sinceridade, simplicidade e caridade. D. Jacinto obrigado por estes 16 anos de Pastor e guia.Rezemos por este Pastor para que o Senhor o continue a ajudar, a guiar, a viver verdadeiramente a vocação a que foi chamado:
Enviai Pai Santo sobre este eleito, D. Jacinto a força que de Vós procede, o Espírito soberano, que destes ao vosso amado Filho Jesus Cristo e Ele transmitiu aos santos Apóstolos, que fundaram a Igreja por toda a parte, como vosso templo, para glória e perene louvor do vosso nome.
Concedei que, pela virtude do Espírito do sumo sacerdócio, ele tenha o poder de perdoar os pecados segundo o vosso mandato, distribua os ministérios conforme o vosso desígnio e absolva de todo o vínculo segundo o poder que destes aos santos Apóstolos. Ele Vos seja agradável, Senhor, pela mansidão e pureza de coração, oferecendo-Vos a sua vida em sacrifício.
Hoje sinto no meu coração a necessidade e entregar toda a minha vida ao Senhor. Quero terminar este dia dizendo ao Senhor:
Toma a minha vida, aceita Senhor Que a Tua chama arda no meu peito. Todo o meu ser anseia por Ti Tu És meu Mestre, ó Divino Rei. Fonte de vida, de paz e amor Por Ti eu clamo sempre Senhor Guia a minha alma, enche-a também Sê meu refúgio e supremo bem. De todo o mal, guarda-me Senhor Só Tu me guias, meu Rei e meu Deus. Se a noite esconde a luz aos meus olhos És minha estrela a brilhar nos céus. Eis que vem a aurora de um novo dia O céu dourado, um fogo tão belo Já vem Jesus, para quê chorar? Cabeça erguida, Ele vai chegar.
Toda a minha vida é para Ti Senhor. Todas as minhas dúvidas, dificuldades, quedas, alegrias, tristezas, dores, pecados, barreiras, tropeços, amigos, momentos, discórdias, união, é tudo para Ti Senhor Jesus.Tudo quero hoje colocar nas tuas mãos. Quero entregar-Te toda a minha vida cheia de pecado e dor. Peço-Te que me acolhas assim como sou: fraco, pobre, pecador.