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domingo, 24 de março de 2013

A semana Maior

A correr foi como passou esta Quaresma. Ainda à tão pouco tempo celebramos o nascimento e hoje já estamos a celebrar a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Tenho que partilhar que senti que este ano o tempo quaresmal passou mesmo a voar. Não é que não sentisse o espírito a que este tempo convida, mas sinto que não vivi como devia ter vivido, não dei grande parte de mim como devia ter feito.
Como já escrevi aqui, nos últimos dia tenho sentido  verdadeiramente o Amor de Jesus. Tenho a certeza que Ele está sempre ao meu lado.  Tenho tudo para estar no caminho certo, mas agora, um erro do passado teima em perseguir-me e assaltar a menta muitas vezes ao longo do dia e da noite. Confio verdadeiramente no Senhor, que Ele vai ajuda a superar este erro, mas o receio permanece. Custa-me viver com este deslize, não me sinto bem. No coração sinto um aperto, sinto a dor. A dor do pecado. Da fragilidade. Custa-me estar a viver com isto, mas tenho a certeza que com a ajuda do Senhor irei conseguir ultrapassar mais esta barreira. 
«Humilhou-Se a Si próprio;
por isso Deus O exaltou»
Mas voltando à Quaresma, que este ano voou, sinto que a vivi de forma diferente. Não tão intensa como pensei inicialmente, mas profunda. Muito ficou para fazer, para dizer, para viver. A quaresma passou. A Semana maior chegou. Ainda tenho muito para viver, para descobrir, para conhecer e para sentir. Nesta semana não quero saber de relógios, vou tentar andar o mais livre de compromissos possível. Quero viver verdadeiramente esta Semana Santa. Participar em todas as celebrações do Tríduo. Dedicar grande parte dos meus dias à oração e a Jesus. Quero viver intensamente e com o coração a semana maior. Quero sentir no meu íntimo as celebrações dos mistérios da Salvação. Quero o meu coração aberto para a escuta daquilo que Deus me tem para dizer.
 Que nestes dias de Semana Santa viva verdadeiramente com o coração. Quero reconhecer a minha condição de pecador no lava-pés, sentir a Eucaristia como centro da minha vida, sentir que foi Mim que Ele se entregou na Cruz, sentir que Ele ressuscitou, está vivo e nunca me abandona. 

quinta-feira, 7 de março de 2013

A Resposta

Um destas noites em que tinha algumas preocupações que se prendiam com o dia seguinte, decidi pegar na Bíblia e ler algumas passagens. Penso que o primeiro pensamento foi para ver se me dava sono, mas depois julgo que foi à procura de respostas que me acalmassem. Comecei em Mateus 1.
Depois de algumas páginas lidas, cheguei ao capítulo 6. Foi precisamente aí que encontrei a resposta ao que necessitava. A certa altura, Jesus fala da confiança que devemos ter na providência divina. A partir do versículo 25 Jesus faz-nos o convite de nos entregarmos com total confiança ao Pai Celeste, confiança esta que deve exprimir-se e alimentar-se na oração quotidiana. Em primeiro lugar aprendi que não me devo inquietar com a minha vida, nem com o que comer ou vestir. Mas porque me preocupo com o que comer ou beber? Jesus responde magnificamente: « Olhai as aves do céu: não semeiam, nem ceifam, nem recolhem em celeiros e o vosso Pai Celeste alimenta-as. Não valeis vós mais do que elas?» (Mt 6, 26) Mas porque me preocupar com o que vestir?  «Olhai como crescem os Lírios do campo: não trabalham nem fiam (...) se Deus veste assim a erva do campo (...) como não fará mais por vós?» (Mt 6, 28.30). Muitos me fizeram pensam estas interrogações retóricas de Jesus.
«Trazia-o nos meus braços, segurava-o com laços de Amor»
Mas foi uns versículos mais à frente que encontrei a "fórmula" para uma noite descansada:  «Não vos preocupeis, portanto com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã já terá as suas preocupações. Basta a cada dia o seu problema». (Mt 6, 34)Não me lembro de alguma vez ter escutado tal Palavra, mas sem dúvida que aprendi uma grande lição naquela que se previa uma noite de insónia. Depois de ler e meditar nesta palavra dormi tranquilamente, porque tive a certeza que as inquietações não me levariam a lado nenhum, e Jesus iria fazer o melhor por mim, como acabou por fazer no dia seguinte. 
Esta vivência foi mais um "empurrão" para a minha conversão. Mais um passo nesta caminha quaresmal. Mais uma prova do amor que Jesus me tem. Mais uma peça no "puzzle" da minha Fé. Mais uma forma de cessar as minha dúvida e sentir a alegria que é ser filho de Deus. Experimentei novamente a presença terna do Senhor, senti que Ele me trazia nos braços, cuidava de mim, segurava-me com laços humanos, com laços de amor. (Os 11,3-4).  Foi nesta noite também que percebi que Ele tem sempre a resposta.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

O pecado espreita

Durante o dia de hoje tive a noção que o "demónio" está constantemente a tentar-me como fez com Jesus como escutámos no Evangelho do passado Domingo. Eu já sabia que era constantemente tentado e, por muitas vezes, acabo mesmo por ceder. Mas hoje, talvez por estarmos na Quaresma, estou mais atento ao que faço, ou ao que penso. Sim, também é no pensamento que ele actua. Mas não só. Também na falta de oração. Muitas são as coisas que me afastam da oração. Preguiça, distracção,  cansaço, falta de vontade são exemplos do que me afasta da oração. Tento ser forte, mas não o suficiente. Deixo-me vencer por tudo isto. E o resultado é o afastamento de Jesus.
O pecado espreita
Hoje, senti-me tentado em tantas coisas, numas fui forte, noutras nem tanto. Mas deu para ter a noção que o pecado espreita em todas as esquinas da vida. Consegui reflectir o quanto é difícil ser cristão  as dificuldades que acarreta querer ser discípulo de Jesus, a dificuldade de vencer as barreiras e as tentações que o "diabo" coloca na minha vida. Agora que estou mais atento, sei onde estou mais frágil, sei onde preciso que o Senhor me ajude. Sei onde me deixo levar, onde tropeço e caio nas redes do mal. 
Quero dizer que hoje consegui, foi difícil, mas superei com a ajuda de Jesus Cristo. Mas tenho que continuar a caminhar, não desistir. Tenho que continuar a lutar. Tenho que vencer tudo o que me rodeia que me afasta da oração,e, por consequência, da presença daquele que se entregou por nós. As tentações estão em cada dia, em cada hora, o mal espreita-nos e quer derrubar-nos como outrora também tentou com Jesus no deserto. Senhor que o Teu Santo espírito venha sobre mim e não me deixe cair na tentação e no pecado.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

O verdadeiro Jejum

O verdadeiro Jejum: Estar próximo dos Outros
Enquanto passava os olhos  pela liturgia desta Sexta-Feira deparei-me com  uma leitura do Livro de Isaías que não tinha escutado e que me deixou estarrecido. Lá estava grande parte da minha vida, do meu quotidiano, das  minhas vivências. O profeta cita «o Senhor Deus» que disse «faz ver ao meu povo as suas faltas e à casa de Jacob os seus pecados». Lembra-te dos teus pecados, das tuas faltas que de Mim te afastam e não te deixam viver plenamente, pensava eu no meu íntimo. 
De seguida é que aparece o que me saltou logo à vista: «Todos os dias Me procuram e desejam conhecer os meus caminhos (...) querem que Deus esteja perto de si e exclamam: ‘De que nos serve jejuar, se não Vos importais com isso? De que nos serve fazer penitência, se não prestais atenção?’» (Is 58,2). É tudo o que eu penso tantos dias, tantas horas. Naqueles minutos em que tudo parece não ter sentido, em que não encontro a Luz, em que a fé esmorece. Mas logo de seguida o Senhor Deus responde: «Porque nos dias de jejum correis para os vossos negócios e oprimis todos os vossos servos. Jejuais, sim, mas no meio de contendas e discussões e dando punhadas sem piedade. Não são jejuns como os que fazeis agora que farão ouvir no alto a vossa voz. Será este o jejum que Me agrada no dia em que o homem se mortifica?»(Is 58,3). Mais uma verdade que eu vejo na minha vida, tanta vez que eu apenas me preocupo comigo, sou totalmente egoísta  coloco-me à frente dos outros acabando por os oprimir. Tantas vezes que eu sou tão pecador. E como disse no texto anterior, infelizmente os jejuns e abstinências quaresmais passam na minha vida tanta vez como mera tradição, o verdadeiro sentido não vai para além de uma posta de peixe. Estes não são os jejuns e penitências que agradam ao Senhor. 
«O jejum que Me agrada não será antes este: quebrar as cadeias injustas, desatar os laços da servidão, pôr em liberdade os oprimidos, destruir todos os jugos, (...) repartir o teu pão com o faminto, dar pousada aos pobres sem abrigo, levar roupa aos que não têm que vestir e não voltar as costas ao teu semelhante? (...) (Is 58, 6) Aqui a mensagem é bem explícita. O que agrada ao Senhor é a missão de cada cristão. Estar junto dos que sofrem, desprender-me de mim e dar-me aos outros, Amar verdadeiramente cada um daqueles que me rodeiam, dar uma palavra de esperança, ajudar os que mais precisam, deixar o meu egocentrismo e entregar-me a Deus e a cada irmão. Este é o jejum, a penitência que o Senhor quer que eu faça. E, se conseguir fazer isto ao chamar «o Senhor responderá; se O invocar, dir-te-á: ‘Estou aqui’» (Is 58, 10). É um caminho difícil, mas Deus não me pede que seja perfeito, pede-me que sirva como souber. Que durante esta Quaresma tenha a capacidade de perceber o verdadeiro sentido de jejuar, da penitência que o Senhor quer que eu faça. Através da oração irei conseguir superar o afastamento, a falta de fé que por vezes surge na minha vida. Ajuda-me Senhor a caminhar neste tempo para o Teu encontro. 

Deixo aqui a passagem para poderdes consultar na íntegra: Is 58, 1-10

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

E chegou a Quaresma

Quando estava na Missa de Cinzas passei o meu dia em revista,e, o pensamento que me assaltou foi: "Viveste este dia igual a tantos outros". Na verdade foi. Apenas nas duas refeições comi peixe. Mas que vale este jejum? Em primeiro lugar a carne até é mais barata que o peixe e tu até gostas mais de peixe. Sacrifício? Não. Nada disso. O teu estômago gosta mais e a saúde agradece. Mas adiante. Do que vale fazer jejum que até não é se continuas na mesma?Afinal porque jejuas? Se o fazes e nem te lembras de oferecer o sacrifício (que não o é) a Deus? Começo a ter certezas que afinal tudo não passa de tradicionalismos... Porque o que realmente importa continua igual: pouca oração, nada de exemplos de verdadeiro cristão, o pecado é constante..."começas-te bem este tempo" concluí eu.
Na fila para a imposição das cinzas pensei: "Não te esqueças do compromisso, dá lugar ao Homem novo, deixa que ele viva em ti, enterra o antigo, e tem força para que consigas vencer as barreiras do pecado". Que grande compromisso. Difícil? Sem dúvida. Mas se não for eu a fazer, ninguém o fará. Não estou sozinho, Ele irá caminhar ao meu, mas não fazer o que me compete. Isso só eu o poderei realizar. Mas para poder ser verdadeiramente feliz terei que deixar que "Cristo viva em mim". Que o homem nono habite no meu coração.
«Lembra-te que és pó e ao pó voltarás», apesar de ser o "slogan" de todas as quaresmas, em cada ano tem um significado diferente. Sem dúvida que me remete para a minha pequena, para a minha insignificância. Que eu nunca me esqueça disso. Não me posso querer pôr á frente dos outros, muito menos à frente do Salvador. Afinal, nada sou se não apenas um «grão de areia numa praia maior».
Oração, Penitência/ reconciliação e caridade são termos indispensáveis no tempo quaresmal. Que eu consiga ser um verdadeiro cristão, ainda que pecador, que consiga chegar a Deus. 

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Preparação da Quaresma

Sem dar conta já estamos de novo na Quaresma. De alguns dias para cá que tenho andado a pensar no tempo que se inicia amanhã. Penitências, jejuns, abstinências, renúncias, orações...São todos os meus planos. Planos estes que irei tentar cumprir. Certo é que todos os anos estas palavras entram comigo na Igreja em Quarta-Feira de Cinzas. Este ano não vai ser diferente. Vou esforçar-me para viver plenamente o tempo quaresmal. Mas o grande obetivo da Quaresma será o encontro com Jesus. O ano passado vivi e senti realmente o que é a Quaresma, o que me ajudou a viver e a entender a ressurreição. Espero que este ano se passo o mesmo, aliás, que seja melhor. Espero que seja um verdadeiro tempo de deserto, de reconciliação, de oração, de encontro com Jesus. Quero conseguir viver plenamente este tempo. Quero que este tempo se transforme em bagagem para o resto do ano e para toda a minha vida.
A propósito do que escrevi e pensei, lembrei-me que hoje quando escutava o Evangelho revi-me no que Jesus disse:  «Bem profetizou Isaías a respeito de vós, hipócritas, como está escrito: ‘Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim. É vão o culto que Me prestam, e as doutrinas que ensinam não passam de preceitos humanos’».(Mc 7, 6-7).
Ajuda-me Senhor a viver este tempo, que deixe nascer o homem novo.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Pazes com Jesus

Passaram-se horas, dias, semanas, semanas sem dirigir uma palavra a Jesus, ou melhor, uma palavra digna que Ele merecesse ouvir. Preguiça, falta de fé, pouca vontade, dúvidas, zangas, poderão ser razões que até há poucos dias achava aceitáveis para estar tão distante de Jesus. A cada manhã nem uma palavra de agradecimento nem de oferecimento do dia. E a cada momento que colocava a cabeça na almofada a minha cabeça só se prendia em aspectos da vida quotidiana, pensamentos fúteis e vazios e nem pensava Nele. Os dias foram avançando e a certa altura o "amigo do alto" pregou-me uma "partida". Deu-me um abanão, um grande abanão. Há poucos dias foi colocado na minha vida mais um grande desafio para o qual eu não estava nada confiante. Pensava sempre que não iria conseguir atingir o grande objectivo, mas felizmente e só com  a mão amiga Dele é que tudo correu pelo melhor. Consegui o que queria,e, principalmente consegui perceber o sinal que Jesus me tinha enviado. Percebi que Ele me tinha dito "tu podes esquecer-te de Mim, mas eu nunca te abandono e nem precisas de pedir, porque sei quando necessitas de Mim". Esta partida fez-me pensar naquela passagem de São Mateus «o vosso Pai celeste sabe do que necessitais antes de vós lho pedirdes.» (Mt 6,8). E é mesmo verdade. Eu que até estava afastado Dele, sem lhe rezar Ele não me deixou desamparado quando mais precisei. 
Durante alguns dias andei a pensar em toda  esta situação e apercebi-me que sem Ele, sem a sua ajuda nada sou. Só com o amor que Ele me tem é que posso ser verdadeiramente feliz, só seguindo o seu caminho, continuando esta caminhada. Após uns dias a pensar foi até á Igreja onde tantas vezes vou ao encontro de Jesus no sacrário e fui fazer as pazes com ele. Ele nunca esteve chateado comigo, nunca me abandonou, caminhou sempre ao meu lado, eu é que fiz totalmente o oposto. Ajoelhei-me junto dele e pedi perdão. Pela ausência, pela frieza, pela falta de atenção...Agradeci a força que me deu para continuar, agradeci por nunca me abandonar. Estive largos minutos á conversa com Ele. 
Depois de forças restabelecidas, tudo voltou ao normal. Voltei à oração, ao encontro com Jesus escondido no sacrário, voltei ao que realmente importa, Ele. Hoje, através de uma amiga e de uma frase de Santa Teresa de Ávila Ele voltou a reforçar os laços comigo e a dizer que nada agora me pode abalar: «Nada te perturbe, só Deus basta». E nada é mesmo nada nem a presença de Deus nem a sua "ausência".

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Vergonha do Pecado

Mais uma vez pela manhã dirigi-me a uma Igreja para estar com Jesus. Queria falar com Ele. Tinha tanto para lhe contar. Os meus últimos dias atribulados, as angústias que me atormentavam, os "azares" de ultima hora, a viagem atribulada, os problemas no seio da família, os meus dias em que o pecado reinou... Tanta coisa para partilhar com o Meu Senhor. Tempo era coisa que não me falatava. E até fui esbanjado com sorte de ter a Igreja só para Mim. Apenas eu e Ele. Mas quando comecei a falar com Jesus, depressa as forças se desvaneceram. Percebi que não era digno de estar ali. Senti-me tão envergonhado por estar diante do Salvador e levar uma vida de pecado. Pela primeira vez na minha vida senti que não podia estar ali, que não era digno de ter um Pai, um protector como Ele.
Envergonhado devido ás minhas faltas fui embora. Abandonei-o. A vergonha falou mais alto e as forças falharam. A consciência pesou.Como posso estar eu ali se na minha vida reina a treva.  Quando saí do Templo pensei: Mas que fraco, que pobre, que pecador que és...Pedes perdão, mas voltas a cometer o mesmo erro. Vais ao sacramento da reconciliação e quando sais atiras a pedra ao teu irmão. Afinal que cristão queres ser? Que vida queres levar?
Perguntas que me assaltam a cada momento. Respostas que não encontro. Apenas tenho uma certeza: enquanto não mudar verdadeiramente de vida, enquanto não vencer o pecado, não me deixar levar pelos prazeres do mundo terei vergonha de estar diante de Ti Meu Senhor. Assim como hoje fugi por vergonha, se não tomar o caminho certo afasto-me cada vez mais de Ti.
Dá-me força Senhor para vencer o pecado. Para não tornar a pecar. Dá-me alento. Peço-Te coragem para enfrentar todas as barreiras que me afastam de Ti.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Pecado persistente

Hoje venho até ao meu blogue para partilhar com todos vós um retalho da minha vida que me deixa envergonhado, o pecado, e o pecado repetido.  Quando comecei  escrever esta mensagem recorri ao Catecismo da Igreja Católica, nº 392 onde o pecado é definido como: "É uma ofensa a Deus, na desobediência ao seu amor. Fere a natureza do homem e atenta contra a solidariedade humana. Cristo, na sua Paixão, revela plenamente a gravidade do pecado e vence-o com a sua misericórdia."
«recebemos a redenção, o
perdão dos pecados» (Col 1,14)
Dei por mim a voltar a cometer o mesmo pecado. O mesmo hoje que ontem. O mesmo que ontem que no Sábado. Sei que o que faço é errado. Tenho a perfeita noção o fraco que sou. Deixo-me vencer pelo pecado, pelo vício, pelo prazer. Entrego-me à facilidade, ao comodismo, ao individualismo. O pecado repetido está a tornar-se um vício. Diz o catecismo da Igreja Católica no nº 398: "Os vícios, sendo contrários às virtudes, são hábitos perversos que obscurecem a consciência e inclinam ao mal. Os vícios podem estar ligados aos chamados sete pecados capitais, que são: soberba, avareza, inveja, ira, luxúria, gula e preguiça ou negligência."
Mais uma vez após cometer a falta contra Ti, Jesus Cristo, contra aos Teus Mandamentos, princípios, veio o arrependimento. O Pedido de perdão. O pedido de ajuda para a minha conversão. Mas sei que apesar de me comprometer Contigo, de Te garantir que não volto a cair na tentação, eu sei que vou voltar a cair, vou voltar a ser fraco, vou deixar-me vencer novamente pelas trevas. É  muito difícil resistir porque acabo sempre por optar pelo lado mais fácil.
Ajuda-me Senhor a não cair na tentação, a ter força e coragem para não me deixar vencer pelas trevas. Peço-Te que me perdoes, que me desculpes. Ajuda-me a deixar o pecado e principalmente aquele que persiste repetidamente. 

quarta-feira, 27 de julho de 2011

«Tudo é vaidade» Oração da noite

Do Livro de Coelet
Vaidade das vaidades – diz Coelet –
vaidade das vaidades: tudo é vaidade.
Quem trabalhou com sabedoria, ciência e êxito,
tem de deixar tudo a outro que nada fez.
Também isto é vaidade e grande desgraça.
Mas então, que aproveita ao homem todo o seu trabalho
e a ânsia com que se afadigou debaixo do sol?
Na verdade, todos os seus dias são cheios de dores
e os seus trabalhos cheios de cuidados e preocupações;
e nem de noite o seu coração descansa.
Também isto é vaidade.

(Co (Ecle) 1,2; 2,21-23)


Esta foi a leitura que hoje decidi recorrer para meditar e fazer a minha oração. Coelet diz que «vaidade das vaidades: tudo é vaidade.». Esta passagem faz-me recordar diversos momentos da minha vida e, principalmente o dia que chega ao fim. Senhor, para quê tanta vaidade? Do que me vale pena querer ser superior aos outros? Mas porque quero dar nas vistas? Se na verdade sou tão fraco, pobre, vazio...Senhor perdoa estes meus pecados... Perdoa esta minha vaidade que invade a minha alma. Faz de mim um ser simples. Simples de coração  Simples nas palavras. Simples na maneira de viver. Jesus Cristo quero reconciliar-me com os outros, com a Tua Igreja e principalmente contigo que és o meu guia, amparo e protector. Derruba a vaidade e a superioridade que existe no meu ser. 
Coelet deixa-nos uma grande mensagem com esta leitura: demonstração da incapacidade de o homem, por si só, encontrar uma saída, um sentido para a sua vida. O pessimismo do profeta leva-nos a reconhecer a nossa impotência, o sem sentido de uma vida voltada apenas para o humano e para o material. Senhor, o que seria de mim se Tu não existisses na minha vida? Uma vida ainda mais vazia. 
A minha caminhada nesta terra está, na verdade, cheia de limitações, de desilusões, de imperfeições; mas eu sei que esta vida caminha para a sua realização plena, para a vida eterna: só aí encontraremos o sentido pleno do nosso ser e da nossa existência. Só quando estiver no reino dos Céus é que me sentirei totalmente realizado. 
Senhor, ao terminar este dia quero pedir-Te perdão pela vaidade que está enraizada no meu coração. Peço-Te perdão por este dia em que não fiz a Tua vontade, que não escutei a tua voz, que não te rezei. Perdoa-me Senhor. Estou arrependido ó Cristo Rei eterno. 
Peço-te que me acolhas no teu Reino Celeste quando chegar a minha hora. Faz de mim um verdadeiro exemplo de amor á oração. 

quinta-feira, 10 de março de 2011

O início da Quaresma

A Celebração que ontem vivemos introduz-nos no tempo da Quaresma. A liturgia deste dia remete-nos para os pontos fundamentais da quaresma: o arrependimento e a conversão do coração (na leitura do Livro de Joel), mas também a penitência, a esmola e o Jejum (apresentados por Mateus). Com a imposição das cinzas sobre a cabeça de cada cristão simboliza a "pequenez" do ser humano, e para focar a lembrança que somos pós e que ao pó voltaremos um dia. É um dia especialmente penitencial, em que manifestamos nosso desejo pessoal de conversão a Deus. É um dia de Abstinência e Jejum.
Chamamos Quaresma ao período de quarenta dias reservado para a preparação da Páscoa, a maior de todas as solenidades. É um tempo especialmente forte na vida dos católicos: a preparação interior e exterior para o acontecimento central da nossa fé, a Ressurreição do Salvador do Mundo. «A Igreja une-se todos os anos, durante os quarenta dias da Grande Quaresma, ao Mistério de Jesus no deserto». Jesus foi para o Deserto  para reflectir e para se preparar para a sua Morte e Ressurreição. 
Este tempo é uma caminha espiritual, porque somos alimentados pela Palavra de Deus, a qual nos faz reviver as grandes etapas da Historia da Salvação e as figuras que as encarnam em cada domingo na Liturgia da Eucaristia.
Devemos fazer destes dias um“retiro” colectivo.  Durante os quais a Igreja, propondo aos seus fiéis o exemplo de Jesus  Cristo no seu retiro no deserto, se prepara para a celebração das solenidades pascais: com a purificação do coração através de uma prática perfeita da vida cristã e uma atitude penitencial e de renovação da nossa vida. 
Senhor, ajuda-me a viver este tempo de quaresma como um verdadeiro cristão. Abre o meu coração ao acolhimento da Tua palavra. Ajuda-me a viver a conversão. Quero comprometer-me contigo neste tempo de preparação para a «Páscoa Jubilosa»  à oração. Senhor, vou dedicar algum tempo à oração, tu bem sabes o quanto estou a precisar. Quero viver com humildade este tempo litúrgico.
Quero comprometer-me a mudar a minha vida, nas coisas pequenas, nas palavras. 
Ajuda-me a viver com dignidade e de alma e coração a esta Quaresma Senhor.