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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Renúncia de Bento XVI

Bento XVI
Papa de 19-04-05 a 28-02-13
Decidi que hoje iria pela primeira vez escrever sobre a renúncia do Santo Padre. Foi no passado dia 11 que Bento XVI anunciou que a partir de 28 de Fevereiro a Igreja Católica entra em "Sé vacante".  Foi com muito espanto que recebi a notícia. Não estava nada à espera que acontecesse. Claro que o espanto daquela manhã de soalheira de Segunda, rapidamente deu lugar à consciencialização e a tomada da realidade. Sim, depressa entendi o gesto  tão humilde de Joseph Ratzinger. Claro que como tudo, houve diversas opiniões, uns concordaram, outros não atenderam. Durante todo o dia,  na televisão, nos jornais, nas redes sociais este foi o tema central. Depressa surgiram os comentadores especializados (outros nem tanto) ,  padres e bispos não tiveram descanso, e, todos foram comentadores por um dia. 
Nesse mesmo dia, em conversa com um amigo ele dizia que o que o "Papa queria era protagonismo, sair pela porta grande, como não conseguiu cativar,não consegiu ser como João Paulo II,  e, assim seria sempre recordado, queria ser um marco na história da Igreja". Ouvi, meditei, fiquei calado, sem resposta. Fez-se silêncio. Apesar do silêncio entre nós, no meu interior pensava em tudo o que ele me tinha dito, e, em tudo o que foram os 8 anos de Pontificado do Papa alemão.
Em primeiro lugar, não se pode comparar dois papas. Sem dúvida que João Paulo II foi um papa carismático, lidava bem com as multidões, o papa das viagens. Eleito com 58 anos, teve um papado de 28 anos. Teve muito tempo para viajar, para se dar a conhecer ao mundo. Comunicador nato, comoveu católicos e outros. Mas não é possível uma comparação, cada pessoa é diferente. 
Quando foi eleito Ratzinger, o cardeal alemão de 78 anos, quando se apresentou na varanda do Vaticano disse: «os senhores cardeais elegeram a mim, um simples humilde trabalhador na vinha do Senhor. Consola-me o facto de que o Senhor sabe trabalhar e actuar com instrumentos insuficientes e, sobretudo, confio nas vossas orações». Foi assim, que Bento XVI se apresentou à Igreja Universal. Simples e humilde, características que sempre pudemos ver. Sábio, inteligente, teólogo por excelência, estudioso por opção, um ser humano excepcional, atento aos que sofrem, cativou jovens e e menos jovens, as multidões esperavam-no sempre. Trouxe muito á Igreja. Ensinou-nos muito. Chamou à atenção pelo carisma, pela palavra, pelo amor que demonstrava viver. Abordou todos os escândalos, esclareceu, pediu desculpa. 
Se fosse verdade o que me afirmou o meu amigo e alguns que são da mesma opinião, que Bento XVI vivia agarrado ao poder, que queria sair pela porta grande, que queria protagonismo não tinha feito um ato tão nobre, tão humilde. Se queria protagonismo não tinha deixado para o seu sucessor o encerramento do Ano da Fé, as Jornadas Mundiais da Juventude no Rio de Janeiro em que se são esperados 90 mil jovens. 
Bento XVI deixa o cadeira de São Pedro,  porque sente que chegou « à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idóneas para exercer adequadamente o ministério petrino». Parte para se recolher e rezar. Sai como entrou. «Simples trabalhador da vinha do Senhor». Um homem simples, que nunca ansiou ser o que é.




quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Oração do Rosário: Mistérios Gloriosos

Mais uma vez decidi partilhar a Oração do Terço que hoje meditei. Porque é Quarta-Feira recordei os mistérios da gloriosos. Meditamos no poder de Deus que alcança para Seu Filho a vitória sobre a morte e os dons de vida eterna que concede a quem n’Ele crê, a começar por Maria Santíssima. Ela intercede connosco junto de Seu Filho para que os homens vivam a graça da vida nova recebida no baptismo e oferecida a todos os homens. 
Espero que estes textos ajudem a rezar todos os que tiverem a oportunidade de passar pelo meu blogue. Que Maria santíssima a todos ilumine.

1º Mistério: Ressurreição de Jesus.
A promessa da ressurreição fora enublada pela paixão e morte. Os discípulos, que se fixaram na dor e na perda irreparável, foram colhidos de surpresa. Mas era Ele e não outro. Nada estava perdido. O Senhor ressuscitou verdadeiramente. Como proclama a liturgia pascal: «Ressuscitou o Bom Pastor que deu a vida pelas suas ovelhas». «Aquele que conhece também o caminho pelo vale da morte caminha connosco servindo-nos de guia».
Esta é a grande esperança: com o Ressuscitado, viveremos para além da morte. Sem a fé, procurando apenas a felicidade sobre a terra, limitar-nos-íamos às esperanças daqui, com futuro muito curto. Com a fé, tudo muda. Ter futuro é mesmo o distintivo dos cristãos, que não verão a vida acabar no vazio, mas desde já transformada em vida nova.

2º Mistério: Ascensão do Senhor ao céu.
Em S. Lucas, o relato da Ascensão é precedido de uma aparição em que o Ressuscitado se identifica pelas marcas da cruz nas suas mãos e nos seus pés, e recorda as Escrituras sobre o seu sofrimento, a sua morte e a sua ressurreição. Nada era para esquecer, tudo se integrava no triunfo de Jesus. E voltaram para Jerusalém com grande alegria. A alegria de amar e ser amado perdura para além da tribulação, e a alegria que tem o seu fundamento no amor de Deus é eterna. Deus creditou Jesus de Nazaré, que fez da vida um dom completo ao Pai e aos irmãos. Condenaram-n’O e crucificaram-n’O, «mas Deus ressuscitou-O, libertando-O dos grilhões da morte, pois não era possível que ficasse sob o seu domínio» (Act 2,24). Agora, na alegria plena de seu Pai, prepara um lugar para os que n’Ele crêem e como Ele vivem.

3º Mistério: Descida do Espírito Santo sobre Maria e os apóstolos.
Com que força e ousadia os Apóstolos saem da casa fechada para a rua, em Jerusalém! Pedro, discursando, afirma que o projecto de Deus, que quiseram destruir, triunfou com a Ressurreição de Jesus. Os que o ouvem não ficam apenas informados, ficam transformados e perguntam: «Que havemos de fazer?».
O Espírito Santo, reconduzindo os Apóstolos às palavras e aos gestos de Jesus e à sua compreensão, transforma-os e enche-os da sua força para que possam enfrentar o mundo. O mesmo Espírito move os corações para receberem o anúncio transformador de Cristo crucificado e ressuscitado para a Vida de todos. Na oração e escuta da Palavra de Deus, a família recebe do Espírito do Senhor o dom da fortaleza, que vence dificuldades, cimenta a sua edificação e a torna fermento de vida nova, na Igreja e no mundo.
4º Mistério: Assunção da Virgem Maria.
«À glória, na qual, com a Ascensão, Cristo Se senta à direita do Pai, Maria será elevada com a Assunção, chegando, por especialíssimo privilégio, a antecipar o destino reservado a todos os justos com a ressurreição da carne».
«Finalmente, a Virgem Imaculada, preservada imune de toda a mancha da culpa original, terminando o curso de toda a sua vida terrena, foi elevada à glória celeste em corpo e alma e exaltada pelo Senhor como Rainha, para assim se conformar mais plenamente com o seu Filho, Senhor dos senhores e vencedor do pecado e da morte».

5º Mistério: Coroação de Maria como Rainha do céu e da terra.
A Coroação da Virgem Maria
«O homem é chamado a uma plenitude de vida que se estende muito além das dimensões da sua existência terrena, porque consiste na participação da própria vida de Deus. A sublimidade desta vocação sobrenatural revela a grandeza e o valor precioso da vida humana, inclusive já na sua fase temporal».«Maria é uma mensagem de viva consolação para a Igreja na sua luta contra a morte. Ao mostrar-nos o seu Filho, assegura-nos que n’Ele as forças da morte já foram vencidas: «Morte e vida combateram, mas o Príncipe da vida reina vivo após a morte».
Como povo peregrino, povo da vida e pela vida, enquanto caminhamos confiantes para «um novo céu e uma nova terra» (Ap 21,1), voltamos o olhar para Aquela que é para nós «sinal de esperança segura e consolação».

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Rosário - Mistérios Gozosos

Hoje decidi partilhar a Oração do Terço que meditei. Sendo Segunda-Feira recordei os mistérios da alegria. Estes mistérios centram-nos no Mistério da Encarnação de Cristo e na sua infância. Meditarmos nestes mistérios da Vida do Salvador é abrirmos o nosso coração ao grande Amor de Deus por nós, que assume a nossa humildade tornando-se Deus connosco. 
Espero que estes textos ajudem a rezar todos os que tiverem a oportunidade de passar pelo meu blogue.


 Primeiro Mistério: Anunciação do Anjo a Maria.

O Anjo Gabriel foi enviado por Deus para anunciar a Maria que ela ia conceber o Salvador. Maria foi a escolhida para dar á luz o menino que iria ser o Salvador da humanidade. Hoje também nós somos chamados a seguir a luz concebida em Maria. Maria ao aceitar o chamamento do Pai, foi a responsável por conceber o que se viria a tornar Luz do Mundo e Luz dos Homens.

Segundo Mistério: A Visitação de Maria Santíssima  a  sua prima Santa Isabel.
Os cristãos devem ser ensinados a não viverem só para si mesmos, mas segundo as exigências da nova lei da caridade. Uma comunidade que não viva generosamente segundo o Evangelho, só pode ser uma comunidade pobre de vocações. Mas na comunidade em que o sacrifício quotidiano mantém viva a fé e um alto grau de amor a Deus, as vocações sacerdotais continuam a ser numerosas. Isabel  ao receber a visita da sua parente saudou-a louvando o Senhor pela Luz que virá trazer á humanidade. 


Terceiro Mistério:  Nascimento Jesus em Belém.
Celebramos á pouco mais de uma semana a Festa do Natal do Senhor. A Festa que celebramos o Nascimento do Deus menino. Mas este acontecimento tão importante já tinha sido anunciado muitos anos antes do nascimento do Redentor em Belém. Como nos relata o Evangelista na liturgia da Epifania: « Tu, Belém, terra de Judá, não és de modo nenhum a menor entre as principais cidades de Judá, pois de ti sairá um chefe, que será o Pastor de Israel, meu povo».

Quarto Mistério:  Apresentação de Jesus no Templo.
Maria e José manifestam o propósito de obedecer fielmente à vontade de Deus, rejeitando qualquer forma de privilégio. A ida deles ao templo de Jerusalém assume o significado de uma consagração a Deus, no lugar da Sua presença. Maria dá na realidade o verdadeiro Cordeiro, que deverá redimir a humanidade. Por vontade divina, é a Mãe que dá Jesus aos homens. O velho Simeão, sacerdote que servia no templo de Jerusalém, reconhece o Menino como o Salvador e Luz das Nações. Anunciando assim a todo o povo o nascimento do Messias

Quinto Mistério: A Perda e o Encontro de Jesus.
Maria e José quando regressavam de Nazaré deram conta que Jesus não os acompanhava. Encontram o Messias perdido entre os doutores da Lei. Apesar da sua tenra idade Jesus já deixa os sábios espantados. Mas espantosa também é a resposta que Jesus dá a São José e a Maria: Porque Me procuram? Não sabeis que devia estar em casa de Meu Pai? Esta também devia ser a nossa resposta. Nós também deveríamos procurar mais a casa do Pai. Como verdadeiros cristãos que somos deveríamos visitar mais vezes Jesus escondido no Sacrário.